CRÔNICA

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 01 de junho de 2025

As primeiras notícias de junho de 2025

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 01 de junho de 2025
Publicado em 02/06/2025 às 5:21

Por Antonio Glauber Santana Ferreira – Japaratuba-SE

Junho chegou com seus balões coloridos e fogueiras que dançam como corações apaixonados. E Aracaju, vestida de São João, resolveu acender a chama da curiosidade: o Procon, aquele poeta das tabelas e planilhas, saiu em romaria pelos 25 postos da cidade. Queria saber onde a gasolina canta mais alto e onde ela apenas murmura, quase sem fôlego. Ah, como canta caro esse litro de esperança que move a gente, mas esvazia o bolso! A cada gota de combustível, um verso de lamento: “paga pra ver o fogo no motor e o gelo no bolso!”

Enquanto isso, um silêncio trágico ecoou nos corredores da Justiça: o juiz Edinaldo César Santos Júnior foi encontrado morto, sem sinais de violência, mas com o peso de um enigma que nem Sherlock Holmes resolveria em suas melhores horas. Um juiz que julgava destinos, agora é julgado pelo mistério da própria morte. E a cidade, sempre tão tagarela, engoliu em seco suas fofocas para respeitar o silêncio que paira, como uma lua sem luz.

E lá no Supremo Tribunal Federal, as togas se agitam como bandeiras de guerra. Vão decidir se as redes sociais são apenas palanques de passarinhos ou se devem pagar o preço por cada canto de fake news. Ah, as redes sociais, esses confessionários modernos onde todo mundo tem razão e ninguém tem culpa! O STF, como um juiz do forró, vai ter que separar o xote do xaxado e ver quem dança no ritmo da responsabilidade.

Mas se as redes sociais balançam como bandeirinhas ao vento, o tabuleiro internacional está em festa de São João às avessas. Lá vem um britânico, John Miller, que trocou o chapéu de palha por um arsenal de mísseis, drones e radares. Ele e seu comparsa chinês são acusados de conspirar para mandar ao dragão do Oriente os fogos de artifício mais perigosos do Ocidente. Parece piada de quadrilha: um britânico e um chinês são presos na Sérvia enquanto tentam contrabandear sonhos de destruição! O mundo virou um arraial onde cada barraca vende um segredo militar ou uma conspiração de novela das nove.

No meio desse terreiro global, o Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido dança quadrilha diplomática, prestando assistência consular como quem oferece canjica em noite de lua cheia: “Estamos em contato com as autoridades locais e com a família”, dizem eles, com aquele sotaque britânico que mistura chá das cinco com diplomacia de última hora.

Ah, meu caro leitor, junho chegou para lembrar que a vida é mesmo uma quadrilha de surpresas. Um mês de fogueiras acesas, mas também de incêndios invisíveis: nas redes sociais, nos tribunais, nos corações que choram sem fazer barulho. Junho nos convida a dançar, mas também a pensar: entre o quentão e a quadrilha, entre a morte e o silêncio, entre a verdade e a ilusão das redes sociais.

Que nesse São João de 2025, a gente escolha sempre a dança da lucidez, e não o batuque da manipulação. Porque no grande arraial da vida, somos todos brincantes — e a fogueira que não queima a consciência deve ser a que ilumina nossos passos.