CRÔNICA

Crônica de despedida — Clênio, o gerente que virou gente da gente

Crônica de despedida — Clênio, o gerente que virou gente da gente
Publicado em 02/02/2026 às 0:03

Por Antônio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE

Há pessoas que chegam a uma cidade trazendo crachá. Outras chegam trazendo presença. Clênio Fábio Rodrigues da Silva chegou assim, em 2021, com passos discretos e coração escancarado, como quem entende que banco também pode ser abraço — e que números, quando passam por mãos humanas, aprendem a respeitar histórias.

Foram quatro anos e meio em Japaratuba. Quatro anos e meio de profissionalismo sem rigidez, de educação sem distância, de dedicação sem relógio. Clênio não foi apenas gerente do Banese: foi escuta atenta, foi palavra mansa, foi o bom-dia que cura filas, foi o “vamos resolver” que acalma tempestades. Tratou cada cliente como irmão, não por protocolo, mas por convicção — dessas que não se ensinam em treinamento algum.

Na agência, aprendeu os nomes, os silêncios, as urgências. Entendeu que cada senha carregava uma vida inteira do outro lado do balcão. E fez do atendimento um gesto de cuidado. Em tempos apressados, Clênio praticou a delicadeza. Em dias difíceis, escolheu a paciência. Em todas as horas, manteve a dignidade.

Agora, nesta última semana em Japaratuba, a cidade sente aquele aperto manso que só a despedida de quem fez bem provoca. Não é só um gerente que parte. É um jeito de trabalhar que fica. É um exemplo que permanece. É uma saudade que já nasce grande.

Clênio segue para Rosário do Catete, levando na bagagem a confiança de quem sabe que cumpriu missão. Vai, mas deixa marcas — dessas que não se apagam com tinta nem se fecham com chave. Deixa respeito. Deixa gratidão. Deixa o eco de muitas histórias resolvidas com humanidade.

Japaratuba agradece.
E deseja que Rosário receba não apenas um gerente,
mas o ser humano raro que tivemos a honra de chamar de nosso GRANDE AMIGO.