ARTIGO
Arthur do Val e o seu preconceito
“Quando a razão se perde na arrogância”
Por Antonio Glauber Santana Ferreira – Japaratuba-SE
Confesso: no início, até concordei com o que Arthur do Val dizia. Criticar o uso exagerado de emendas parlamentares para festas enquanto tantas necessidades básicas ficam de lado é legítimo. É um debate importante. É preciso, sim, cobrar responsabilidade com o dinheiro público, especialmente em tempos difíceis.
Mas tudo desandou quando ele deixou a crítica virar preconceito. Quando saiu da pauta pública e partiu para o ataque pessoal, ofendendo o povo sergipano com palavras carregadas de arrogância, ódio, preconceito e ignorância. Foi nesse momento que ele jogou fora qualquer razão que ainda pudesse ter.
Não se pode generalizar. Não se pode, em nome de uma denúncia válida, atacar a dignidade de um povo inteiro. Sergipe não é culpado por decisões de alguns políticos. E o sergipano — que trabalha, estuda, sofre e sonha como qualquer brasileiro — não merece ser tratado como chacota por alguém que deveria representar um debate sério.
A fala de Arthur do Val começou com uma bandeira e terminou com um insulto. E isso, para mim, diz muito sobre o tipo de político que ele tenta ser. Porque quem quer mudar o país de verdade, começa respeitando sua gente — toda ela, de todos os cantos.
Ele poderia ter provocado uma discussão construtiva. Preferiu provocar a ira de quem não aceita ser diminuído.
E eu sou sergipano. Não aceito.
Arthur do Val precisa entender que Sergipe não é piada. Que cada frase carregada de desprezo contra nosso povo é um retrato de sua própria ignorância. E que, enquanto ele tenta se fazer notar pelo barulho ofensivo, nós seguimos firmes, com nossa coragem silenciosa, nosso sotaque orgulhoso, e nossa resistência de povo nordestino.
Ele foi infeliz e canalha, sim. Mas nós seguimos de cabeça erguida. Porque aqui é Sergipe — e aqui se respeita gente.




