CRÔNICA
Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 10 de abril de 2026
Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE
Olá, meu povo… vamos que vamos mergulhar nesse oceano meio salgado, meio amargo, meio irônico das notícias deste décimo dia de abril, onde até o vento parece ler manchetes e suspirar cansaço.
Lá na Praia do Saco, a velha igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem — que já viu mais histórias que avó em cadeira de balanço — foi condenada a fazer as malas. Imagine só: uma capela do século XVI, dessas que rezam com as paredes, sendo convidada a sair como quem atrapalha a sala. O tempo, esse escultor invisível, ficou ali parado, com a enxada na mão, perguntando: “eu construí memória… vocês desmontam história?” E o povo, entre rezas e revoltas, assiste a fé sendo empacotada como se fosse mudança de fim de semana. Até Deus deve ter coçado a barba celestial e pensado: “rapaz… tão mexendo no meu endereço sem nem pedir licença…”
Enquanto isso, em Brasília, o presidente assopra um cobertor de esperança sobre estudantes afogados em dívidas do FIES. Dívidas essas que crescem como mato em terreno abandonado — rápidas, teimosas e cheias de espinhos. A promessa de renegociação chega como um copo d’água no deserto financeiro, mas o brasileiro, calejado, já bebe desconfiado, olhando o fundo do copo pra ver se não tem juros escondidos. Porque aqui, meu amigo, até a esperança vem parcelada em 12 vezes com correção monetária.
E no tabuleiro internacional, Líbano e Israel marcam um encontro — finalmente! — como dois vizinhos que brigaram tanto que esqueceram até o motivo da briga. Uma reunião virtual, mediada pelos donos do mundo, tentando costurar a paz com linha fina num tecido rasgado por bombas. O silêncio ali não é paz… é só um intervalo entre trovões. Mas ainda assim, qualquer pausa no barulho da guerra já soa como poesia em meio ao caos.
E assim seguimos, minha gente… num mundo onde igrejas andam, dívidas respiram no cangote do povo e guerras tentam aprender a conversar. O planeta virou um grande palco de contradições, onde a fé é desmontada, o bolso é apertado e a paz… ah, a paz ainda ensaia entrar em cena.
Mas como bom brasileiro — esse ser que ri para não chorar e faz piada até com o próprio tropeço — seguimos. Com o coração meio quebrado, meio remendado… mas ainda batendo. Porque no fim das contas, a vida é isso: uma crônica maluca, revisada pelo tempo, que nunca erra — só demora.
E vamos que vamos… porque amanhã tem mais notícia, mais ironia… e, se Deus quiser, mais esperança tentando nascer no meio do caos.




