EDUCAÇÃO / SAÚDE

Professor: o profissional que corre mais risco de ter diabetes

Professor: o profissional que corre mais risco de ter diabetes
Publicado em 17/08/2025 às 20:29

Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE

Ser professor é mais do que lecionar: é carregar nos ombros a missão de formar gerações inteiras, enfrentando salas lotadas, cobranças constantes e jornadas que muitas vezes se estendem para além da escola. Mas, por trás dessa dedicação, esconde-se um inimigo silencioso que ameaça a saúde de quem ensina: o estresse crônico.

O corpo humano responde ao estresse liberando o cortisol, conhecido como o “hormônio do estresse”. Quando ele se mantém elevado por longos períodos — realidade comum na rotina dos professores — ocorre o aumento da glicose no sangue. Esse processo, repetido dia após dia, abre as portas para o diabetes tipo 2. Ou seja: a mesma adrenalina que ajuda o professor a enfrentar a indisciplina, os prazos e a sobrecarga de tarefas, pode também estar preparando o terreno para uma doença grave.

Além do fator biológico, há o estilo de vida que acompanha a profissão: refeições rápidas e irregulares, falta de tempo para atividade física, noites maldormidas corrigindo provas e preparando aulas. Tudo isso contribui para que os professores estejam entre os profissionais mais vulneráveis ao diabetes.

É preciso, portanto, encarar essa realidade como um alerta coletivo. Investir em políticas de valorização e bem-estar docente não é luxo, mas necessidade. Garantir espaços de acolhimento emocional, promover programas de prevenção à saúde e incentivar hábitos de vida mais equilibrados são passos urgentes.

Afinal, cuidar da saúde dos professores é também cuidar da qualidade da educação. Se o professor adoece, a sala de aula também perde. É hora de reconhecer que o conhecimento que ele entrega com tanto esforço só floresce plenamente quando sua própria vida é tratada com o respeito e a proteção que merece.