FÁBULA
O Gafanhoto Malvado
Era uma vez, numa campina verdejante, um gafanhoto chamado Gedeão. Ele era conhecido por seu jeito arrogante e maldoso. Enquanto as cigarras cantavam melodias alegres e as formigas trabalhavam diligentes, Gedeão não fazia nada além de zombar de todos.
— Para que tanto esforço? — dizia ele. — O mundo é meu banquete e vocês são apenas cozinheiros.
Ele saltava de folha em folha, rindo das formigas carregando sementes e das abelhas buscando pólen. Seu riso ecoava pelos campos, tão alto que incomodava até o sol que se escondia atrás das nuvens.
Mas o verão se foi e o inverno chegou, trazendo ventos cortantes e noites geladas. As formigas estavam seguras em seus formigueiros, as abelhas dormiam no calor das colmeias, mas Gedeão, o gafanhoto malvado, não tinha abrigo nem comida.
Com as asas tremendo de frio e a barriga roncando de fome, ele foi até o formigueiro pedir ajuda. Mas as formigas, lembrando de suas zombarias, disseram:
— Gedeão, você riu de nós quando trabalhávamos. Agora, nosso alimento é para aqueles que ajudaram a colhê-lo.
Gedeão tentou ainda a colmeia, mas as abelhas também o ignoraram, ocupadas em proteger seu mel precioso. Ele entendeu, então, que quem só ri e menospreza o trabalho alheio acaba sozinho no inverno rigoroso.
Moral da história:
Quem zomba dos trabalhadores na abundância pode sofrer de fome quando chegar a escassez.
Autor: Antonio Glauber Santana Ferreira – Japaratuba-SE




