CRÔNICA
Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 01 de junho de 2025
As primeiras notícias de junho de 2025
Por Antonio Glauber Santana Ferreira – Japaratuba-SE
Junho chegou com seus balões coloridos e fogueiras que dançam como corações apaixonados. E Aracaju, vestida de São João, resolveu acender a chama da curiosidade: o Procon, aquele poeta das tabelas e planilhas, saiu em romaria pelos 25 postos da cidade. Queria saber onde a gasolina canta mais alto e onde ela apenas murmura, quase sem fôlego. Ah, como canta caro esse litro de esperança que move a gente, mas esvazia o bolso! A cada gota de combustível, um verso de lamento: “paga pra ver o fogo no motor e o gelo no bolso!”
Enquanto isso, um silêncio trágico ecoou nos corredores da Justiça: o juiz Edinaldo César Santos Júnior foi encontrado morto, sem sinais de violência, mas com o peso de um enigma que nem Sherlock Holmes resolveria em suas melhores horas. Um juiz que julgava destinos, agora é julgado pelo mistério da própria morte. E a cidade, sempre tão tagarela, engoliu em seco suas fofocas para respeitar o silêncio que paira, como uma lua sem luz.
E lá no Supremo Tribunal Federal, as togas se agitam como bandeiras de guerra. Vão decidir se as redes sociais são apenas palanques de passarinhos ou se devem pagar o preço por cada canto de fake news. Ah, as redes sociais, esses confessionários modernos onde todo mundo tem razão e ninguém tem culpa! O STF, como um juiz do forró, vai ter que separar o xote do xaxado e ver quem dança no ritmo da responsabilidade.
Mas se as redes sociais balançam como bandeirinhas ao vento, o tabuleiro internacional está em festa de São João às avessas. Lá vem um britânico, John Miller, que trocou o chapéu de palha por um arsenal de mísseis, drones e radares. Ele e seu comparsa chinês são acusados de conspirar para mandar ao dragão do Oriente os fogos de artifício mais perigosos do Ocidente. Parece piada de quadrilha: um britânico e um chinês são presos na Sérvia enquanto tentam contrabandear sonhos de destruição! O mundo virou um arraial onde cada barraca vende um segredo militar ou uma conspiração de novela das nove.
No meio desse terreiro global, o Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido dança quadrilha diplomática, prestando assistência consular como quem oferece canjica em noite de lua cheia: “Estamos em contato com as autoridades locais e com a família”, dizem eles, com aquele sotaque britânico que mistura chá das cinco com diplomacia de última hora.
Ah, meu caro leitor, junho chegou para lembrar que a vida é mesmo uma quadrilha de surpresas. Um mês de fogueiras acesas, mas também de incêndios invisíveis: nas redes sociais, nos tribunais, nos corações que choram sem fazer barulho. Junho nos convida a dançar, mas também a pensar: entre o quentão e a quadrilha, entre a morte e o silêncio, entre a verdade e a ilusão das redes sociais.
Que nesse São João de 2025, a gente escolha sempre a dança da lucidez, e não o batuque da manipulação. Porque no grande arraial da vida, somos todos brincantes — e a fogueira que não queima a consciência deve ser a que ilumina nossos passos.




