CRÔNICA
Crônica de Despedida – Adeus, Meu Amigo Nelito
Por Antônio Glauber Santana Ferreira – Japaratuba-SE
Hoje, o céu amanheceu mais estrelado. Talvez porque tenha recebido um homem de sorriso fácil, de alma boa e coração do tamanho do mundo. No calendário da vida, o dia 27 de maio de 2025 ficará marcado como aquele em que o amigo Nelito partiu para eternidade.
Nelito não era apenas um nome, era sinônimo de alegria, de conversa boa, de compreensão, de gentileza. Era um companheiro de jornada, confidente de histórias, parceiro das longas estradas que ligavam Japaratuba aos recantos de Pirambu na época que ele foi taxista, quando lá, entre os finais dos anos de 1999 e 2000, carregava no banco de trás não só passageiros, mas sonhos, esperanças e risadas de professores que, como eu, plantavam conhecimento nos povoados.
Ah, Nelito… quem te conheceu sabe! Sabia escutar como poucos. Entre uma curva e outra, entre uma parada e outra, suas palavras vinham recheadas de otimismo, de sabedoria simples, mas tão grandiosa. E se havia problema, ele era daqueles que dizia: “Calma, tudo se ajeita…”. E ajeitava mesmo — fosse um pneu furado, fosse um coração aflito.
Hoje, infelizmente ele silenciou. Seu volante repousa. Suas mãos, que tantas vezes seguraram o guidão da vida com destreza, agora descansam no colo de Deus. E, enquanto aqui ficamos, tentamos entender esse freio brusco que a vida nos deu, levando você, vítima de um infarto, assim, de repente, deixando um vazio nas esquinas, nas praças, nos caminhos e nos corações.
Mas não se preocupe, meu amigo. Aqui, seu nome jamais se apagará. Está gravado nas lembranças das conversas, nas risadas partilhadas e na saudade que agora mora em nós.
Vá em paz, Nelito. Que Deus te receba com o mesmo sorriso aberto que você sempre ofereceu a cada um de nós. Que os anjos te conduzam pelas estradas do céu, onde não há buracos, não há pressa, não há despedida.
E nós, que aqui ficamos, seguimos. Mas seguimos mais pobres… porque hoje perdemos não só um amigo, mas um pessoa de bom coração.




