CRÔNICA
Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 16 de abril de 2025
16 de abril entre um planeta que talvez esteja vivo e justiça que inocenta acusados .
As Manchetes do dia 16 de abril de 2025
Por Antonio Glauber Santana Ferreira – Japaratuba-SE
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Neste 16 de abril de 2025, o Brasil acordou com cheiro de lixo reciclado — não o lixo comum, mas aquele que transita de terno e gravata entre tribunais e contratos milionários. Em Aracaju, os acusados de fraudar a coleta de lixo foram inocentados. Diz a Justiça que não havia provas suficientes. Talvez tenham reciclado até as evidências. Agora, os registros criminais serão apagados como se fossem rabiscos na lousa de um professor ingênuo. E nós, espectadores da limpeza seletiva da honra alheia, seguimos engolindo a poeira do tapete onde a sujeira foi varrida.
Enquanto isso, em algum lugar da Bahia, um idoso foragido foi capturado. Diz ele que tem mais de 80 filhos — uma dinastia que daria inveja a Genghis Khan — e uma dívida de pensão que desafia até mesmo a matemática quântica. Foi preso por usar documentos falsos e lesão corporal. A ironia? O homem que diz ter gerado um exército não consegue manter um CPF verdadeiro. Talvez o amor dele tenha sido tão fértil quanto irresponsável.
Em Japaratuba, o céu amanheceu em preto e branco. A notícia do falecimento de Maria Helena Almeida desceu como um trovão em dia de sol. Numa manhã onde até o vento parecia suspirar, ficou a ausência silenciosa de quem tanto dizia com o olhar. Nossos sentimentos à família. Que a memória dela floresça em cada coração que ela tocou.
Mas nem só de tristezas e farsas vive a quarta-feira. Lá no infinito, ou mais precisamente no exoplaneta K2-18 b, a ciência descobriu gases que, por aqui, só são produzidos pela vida. Dimetil sulfeto e DMDS. Em outras palavras: pode haver vida lá fora! E veja só: enquanto nós aqui andamos flertando com o caos e tropeçando na ética, um planeta a anos-luz talvez esteja borbulhando de micro-organismos mais evoluídos que certos políticos.
Aliás, falando em evolução, a manipulação de apostas no futebol parece não ter fim. Bruno Henrique, astro do Flamengo, agora entra em campo também nos autos da PF. Conversas com o irmão, cartões estratégicos… e um amarelo que talvez tenha sido menos “cartão” e mais “cheque”. O que era paixão virou mercado. E o gol de placa agora é nas entrelinhas dos processos.
E, para fechar com chave de ouro do absurdo, nos Estados Unidos, o ex-presidente Trump quer tirar a isenção fiscal de Harvard. Afinal, universidade que pensa demais vira ameaça. E pensar, hoje em dia, parece ser subversivo. A ordem é obedecer, consumir e postar com filtro. Trump quer Harvard pagando imposto. A inteligência, para ele, deveria se curvar ao capital. E o saber, como sempre, pagando o preço.
A quarta-feira termina assim: entre um planeta que talvez esteja vivo e um país onde alguns insistem em fingir que já morreram por dentro. Seguimos. Porque ser brasileiro é isso — rir com ironia, chorar com poesia, e resistir como quem aprendeu a transformar lixo em arte.




