Crônica
Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 23 de Fevereiro de 2025
As notícias do dia 23 de Fevereiro de 2025
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Por Antonio Glauber Santana Ferreira – Japaratuba-SE
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Era um domingo qualquer no tabuleiro do destino, mas as peças se moviam como se jogadas por deuses entediados. No xadrez do Brasil, algumas torres desmoronavam enquanto peões tentavam furar a linha do tempo com truques baratos. Em Sergipe, candidatos ao concurso da PM descobriram que a esperteza tem perna curta e algema certa. Ah, a velha ilusão de driblar o destino e acabar tropeçando nos próprios cadarços! No grande concurso da vida, a cola nunca resiste à luz do sol. Falando em desmoronamentos, nem a fé escapou do abalo. A telha de uma igreja em Aracaju desabou em plena missa, lembrando que até mesmo os tetos celestiais precisam de manutenção. Os fiéis levaram um susto divino, e o trânsito ficou mais caótico que a fila para o pão bento. Mas a vida é assim: ora nos ajoelhamos em oração, ora em fuga desesperada.Enquanto isso, a Anatel puxou o freio de mão do Rumble, obedecendo ao martelo firme do STF. O sempre correto Alexandre de Moraes decidiu que, no Brasil, até as redes sociais precisam de CPF e comprovante de residência , ou melhor, respeitar as leis e as regras do Brasil, nós não somos colônia dos Estados Unidos. O grande Big Brother da Justiça segue ajustando as cortinas digitais para que ninguém passe despercebido. No litoral paulista, a vida deu um susto e depois um alívio. Um menino de 12 anos sentiu o chamamento do oceano, mas os bombeiros, verdadeiros Netunos da atualidade, desafiaram as ondas e trouxeram o garoto de volta. A vida, por vezes, é um sopro fraco, mas quando sopra a favor, é como um vento que rema o barco de volta ao cais.Enquanto uns lutam para sobreviver, outros fazem de tudo para enganar o sistema. A CGU revelou que a EJA, ao invés de iluminar o caminho de quem ficou à margem do saber, virou um curral de fraudes. No Brasil, há quem prefira transformar a educação em um esquema de loteria clandestina. E, assim, seguimos em um país onde 68 milhões de pessoas não concluíram o básico, mas há doutores no crime organizado. Do outro lado do Atlântico, a Alemanha também dá voltas na roda gigante da história. Os conservadores venceram, mas quem roubou a cena foi a extrema-direita, que teve sua maior ascensão desde os dias sombrios da Segunda Guerra. O mundo gira, mas o perigo dos ventos antigos nunca se dissipa completamente. Nos Estados Unidos, o Pentágono e o FBI decidiram que responder a Elon Musk é como abrir e-mails de promoção duvidosa. “Pausa qualquer resposta” é o novo lema dos altos escalões, como se ignorar fosse a estratégia definitiva contra bilionários inquietos. O Jogo da Democracia é cheio de jogadas ensaiadas, mas nem sempre os jogadores são previsíveis. E, no Vaticano, o Papa segue sua batalha particular. A insuficiência renal enfraquece seu corpo, mas não sua fé. O pontífice, entre preces e remédios, agradece ao mundo pelas orações. O tempo, esse relojoeiro impiedoso, gira suas engrenagens sem perguntar quem está pronto para a próxima hora. E assim seguimos, navegantes de um barco chamado Terra, enfrentando tempestades de hipocrisia, tsunamis de injustiça e marolinhas de esperança. A história se escreve como um romance de realismo fantástico, onde os heróis são bombeiros, os vilões usam ternos caros e os sonhadores seguem, apesar de tudo, tentando consertar os telhados antes que a próxima chuva caia.




