CRÔNICA

Crônica do Professor Antônio Glauber sobre as notícias do dia 10 de Fevereiro de 2025

Crônica do Professor Antônio Glauber sobre as notícias do dia 10 de Fevereiro de 2025
Publicado em 11/02/2025 às 0:03

As Manchetes do dia 10 de Fevereiro de 2025


Por Antônio Glauber Santana Ferreira – Japaratuba-SE


O Brasil amanheceu como um grande tabuleiro de xadrez, onde os peões tentam se proteger dos xeques que vêm de todos os lados. No jogo da OAB, as peças se reposicionam para mais uma partida, enquanto a cartilha da justiça segue sendo escrita entre retóricas e jurisprudências. No tabuleiro da educação, surge uma nova regra: os celulares agora serão vigiados como se fossem pedras preciosas ou armas de destruição massiva, e os professores, sempre reféns do improviso, precisarão equilibrar a tecnologia com a disciplina, em um espetáculo circense de pedagogia e paciência.

Enquanto isso, Sergipe se arma contra um inimigo invisível, recebendo mais de 16 mil testes rápidos para dengue. Ah, o velho embate entre o homem e o mosquito! Se houvesse um ranking de criaturas que mais infernizam a humanidade, o Aedes aegypti estaria disputando o topo, logo atrás das tarifas de energia e das filas de banco. Falando em tarifas, o governo corre para tapar o rombo de Itaipu, como quem joga um cobertor curto sobre um país inteiro – se cobre a cabeça, descobre os pés.

E por falar em cobrir rombos, o Ministério da Fazenda partiu para a faxina digital, derrubando 11 mil sites de apostas irregulares. O cassino virtual, onde a roleta gira e os sonhos evaporam em dígitos vermelhos, sofreu um golpe de realidade. Mas será que as casas caíram mesmo? Ou apenas mudaram de endereço, como vendedores de água benta em tempos de seca?

No tabuleiro do xadrez geopolítico, Donald Trump, sempre ele, surge como um jogador impaciente, empurrando as peças com a delicadeza de um rinoceronte em loja de cristais. Quer taxar aço e alumínio, como quem castiga um filho travesso, e ameaça transformar o Oriente Médio num inferno ainda maior se suas vontades não forem atendidas. Em seu manual de diplomacia, há apenas duas páginas: “gritar” e “ameaçar”. Enquanto isso, Lula responde com o mapa de retaliações, provando que, no jogo do comércio internacional, cada ação tem sua reação – e cada bravata pode custar uma fatura salgada.

No Brasil, o xadrez burocrático continua. O Detran de Sergipe virou um cemitério de carteiras de habilitação esquecidas, onde CNHs sem dono esperam por resgate como náufragos em uma ilha deserta. Talvez os donos estejam esperando uma promoção, uma Black Friday de taxas, ou simplesmente tenham descoberto que dirigir por aqui exige mais coragem que prudência.

E assim segue o Brasil: um grande tabuleiro onde reis e rainhas fazem suas jogadas enquanto os peões tentam sobreviver. Entre tarifas, apostas, energia, educação e saúde, resta a esperança de que, ao menos, o xeque-mate da cidadania não venha tão cedo. Mas, convenhamos, em um país onde até os mosquitos têm mais estratégia que os governantes, o jogo nunca é simples.