CRÔNICA
Crônica do Professor Antônio Glauber sobre as notícias do dia 09 de Fevereiro de 2025
O Mundo como Ele É: Entre Viradas, Tarifas , Despedidas e Lágrimas
Por Antônio Glauber Santana Ferreira – Japaratuba-SE
O domingo amanheceu com ares de despedida. No povoado Aguihadas, em Pirambu, as lágrimas escorriam como um rio que desagua no oceano da saudade. Osman de Andrade, o Monem, recebeu sua última homenagem. O silêncio dos vivos se misturava ao eco das histórias que ele deixou. Cada palavra dita no adeus era um tijolo na construção da eternidade.
Em meio a tristeza o domingo teve o futebol o gramado do Batistão vibrava com uma batalha: Confiança contra Sergipe. O futebol, esse teatro de paixões, fez do primeiro tempo um monólogo alvirrubro, mas na segunda metade da peça, Ronald Camarão e Neto reescreveram o roteiro e deram ao Dragão o papel principal. No tabuleiro do estadual, os azulinos continuam movendo suas peças sem cair no xeque-mate da derrota.
No Equador, o jogo também está em aberto. Noboa e González avançam para um segundo turno de suspense, onde as urnas serão as arenas e os votos, as espadas afiadas. Democracia é assim: uma ópera política onde o povo canta, mas quem rege a orquestra muitas vezes desafina a melodia.
Do outro lado do hemisfério, Trump resolveu brincar de ferreiro e ameaçou bater o martelo sobre o aço e o alumínio brasileiros. A tarifa de 25% é o chicote do protecionismo estalando no lombo da economia brasileira. O governo daqui assiste ao espetáculo e aguarda o ato final para decidir o que fazer . Enquanto isso, a Petrobras, no seu teatro particular, anunciou um aumento no diesel. O frete rodoviário sentiu o peso da guilhotina, e o consumidor, como sempre, será o condenado sem julgamento.
No palco global, a inteligência artificial será a estrela da cúpula em Paris. O chanceler brasileiro vai representar o país no grande debate, onde máquinas e humanos discutem o futuro da democracia. A pergunta que não quer calar: quem controlará quem? Em tempos de deepfake e algoritmos manipuladores, o voto humano pode acabar virando um pixel na tela de um supercomputador.
No México, o asfalto virou cemitério. Um ônibus encontrou seu destino final de maneira trágica, levando 41 almas para um embarque sem volta. Cada estrada guarda seus próprios fantasmas, e naquele trecho de Tabasco, a morte pegou carona sem pedir passagem.
E, enquanto o mundo gira, lá na África, um metal raro chamado coltan continua sendo motivo de guerra e miséria. O tântalo, que habita seu celular, custa mais do que dinheiro: custa vidas. Nas minas do Congo, crianças substituem pás por sonhos despedaçados. A tecnologia avança, mas o progresso humano continua atolado na lama do interesse econômico.
Assim se fecha mais um capítulo deste livro chamado realidade, onde o final é sempre um suspense e os personagens principais nunca são os que mais sofrem.




