CRÔNICA

Crônica do Professor Antônio Glauber sobre as notícias do dia 02 de Fevereiro de 2025

A Ópera do Absurdo: Entre o Colesterol que Vaza e a Política que Transborda

Crônica do Professor Antônio Glauber sobre as notícias do dia 02 de Fevereiro de 2025
Publicado em 03/02/2025 às 2:31

O teatro da vida e seus atos tragicômicos


Por Antônio Glauber Santana Ferreira – Japaratuba-SE


A vida é um grande teatro onde cada dia nos brinda com um espetáculo diferente, ora uma comédia pastelão, ora uma tragédia shakespeariana. O dia 2 de fevereiro de 2025 nos entregou uma peça digna de um roteiro surrealista, onde os atores principais protagonizaram cenas dignas de aplausos, enquanto outros se perderam em atos de puro improviso e desespero.

No palco da política, uma sergipana subiu ao tablado principal. Delegada Katarina, agora terceira secretária da Câmara dos Deputados, fez história e colocou um pé no Olimpo do poder legislativo. O problema é que o palco da política brasileira é como um picadeiro de circo, onde quem entra precisa aprender a equilibrar pratos enquanto foge de palhaços incendiários e equilibristas de moral duvidosa. Desejamos sorte à nobre deputada, pois a trilha sonora desse espetáculo inclui marchas fúnebres e fogos de artifício, dependendo do dia e do humor do público.

Enquanto isso, em uma UBS de Aracaju, ladrões decidiram inovar na profissão e levaram o que puderam de uma unidade de saúde. Talvez estivessem confusos, achando que poderiam sair de lá com algum atestado de caráter ou com um remédio contra a falta de vergonha na cara. Mas a tecnologia, sempre vigilante, tratou de flagrá-los no ato, e agora terão tempo de sobra para refletir sobre os males do furto… atrás das grades.

No universo financeiro, o Banco Central decidiu jogar pitadas de tempero no caldeirão do mercado ao padronizar as regras do PIX para boletos. Agora, pagar contas será tão simples quanto pedir um lanche pelo celular – resta saber se os juros prometidos realmente descerão do pedestal. No Brasil, as promessas financeiras são como dieta de verão: empolgantes na teoria, mas quase sempre abandonadas na primeira tentação de lucro fácil.

Falando em dieta, um caso bizarro ganhou os holofotes: um homem que decidiu aderir ao estilo de vida carnívoro e terminou “vazando” colesterol pelas mãos. Parece roteiro de filme de terror, mas é a triste realidade de quem acredita que comer queijo como quem bebe água é sinônimo de saúde. O corpo humano tem seus limites, e o excesso sempre cobra sua fatura – às vezes de maneiras escatológicas e dignas de um episódio de série médica.

Nos céus dos Estados Unidos, um voo da United Airlines precisou ser evacuado após um motor pegar fogo. Felizmente, ninguém se feriu, e os passageiros desceram do avião como se estivessem num parque de diversões radical, pelos escorregadores de emergência. Enquanto isso, a companhia aérea deve estar agora calculando quantos milhões perderá com esse episódio – e quantos milhões mais tentará recuperar cobrando pelos fones de ouvido e pelos pacotes de amendoim.

Do outro lado do Atlântico, a Alemanha vive um drama eleitoral com ares de pesadelo histórico. Friedrich Merz, candidato favorito ao cargo de chanceler, foi visto flertando com a extrema-direita, e a população, atenta, saiu às ruas para protestar. A história tem um talento especial para dar voltas e pregar peças em quem não aprende com o passado. A Alemanha já viu esse filme antes e, pelo visto, não quer repetir o roteiro.

E no palco do comércio global, Donald Trump, sempre ele, decidiu tirar sua corneta da gaveta e ameaçou aumentar tarifas sobre a União Europeia. Em resposta, o bloco prometeu retaliação. A economia mundial, essa eterna arena de gladiadores, já se prepara para mais um round de sanções, disputas e quebras de acordos, enquanto nós, pobres mortais, apenas esperamos para ver como isso afetará o preço do café e da gasolina no Brasil.

E assim, com aplausos tímidos e vaias entusiasmadas, encerramos mais um dia no grande teatro da vida. Os bastidores seguem fervilhando, e amanhã novos atores entrarão em cena, prontos para surpreender ou decepcionar. O espetáculo continua, e nós, espectadores e figurantes involuntários, seguimos assistindo… e sobrevivendo.


Que venha o próximo ato!