CRÔNICA

Crônica do Professor Antônio Glauber sobre as notícias do dia 28 de janeiro de 2025

O giro de notícias do 28º dia de janeiro de 2025

Crônica do Professor Antônio Glauber sobre as notícias do dia 28 de janeiro de 2025
Publicado em 29/01/2025 às 9:44

As notícias do dia 28 de janeiro de 2025


Por Antônio Glauber Santana Ferreira – Japaratuba-SE


Se a vida fosse uma escola, hoje estaríamos enfrentando a temida prova surpresa, daquelas que pegam os desavisados no contra-pé e fazem até os mais experientes suarem frio. No quadro-negro da realidade, as manchetes do dia se espalham como uma equação de segundo grau sem solução aparente. A matemática da política, a gramática da educação e a geografia da migração desenham um enredo que ora flerta com a esperança, ora com a ironia do destino.

E por falar em escola, Sergipe resolveu dar um plot twist digno de novela mexicana: celulares proibidos nas salas de aula! O barulho das notificações silenciado, o reinado dos dedos polegares ameaçado. Seria o início de uma revolução pedagógica ou apenas um suspiro nostálgico dos tempos em que copiar do quadro era a única alternativa? O professor, aquele ser em extinção que ainda se comunica sem emojis, agora poderá ver os olhos dos alunos sem o reflexo azul dos smartphones. Mas e os alunos? Conseguirão sobreviver sem a dose diária de TikTok entre uma equação e outra? A resposta ainda não veio no gabarito oficial da vida.

Enquanto isso, no tabuleiro do xadrez educacional, a UFS faz a dança do calendário com as pré-matrículas do Sisu. O jogo de empurra segue firme, com alunos no papel de peões, esperando a vez de avançar na partida. Mas o cheque-mate, como sempre, pertence à burocracia, aquela adversária que nunca joga pelo fair play.

E já que o tema é educação, o governador de Sergipe decidiu juntar os prefeitos para um grande convescote administrativo. Sessenta e cinco milhões foram anunciados para investimentos na educação. Será o suficiente para cobrir os buracos nas escolas e os buracos na esperança dos professores? Ou veremos mais uma vez o dinheiro evaporar como a água de um açude em tempos de seca?

Enquanto as verbas voam de um lado para o outro, um caça F-35 dos EUA despenca do céu do Alasca, e seu piloto se ejetando como se a vida fosse um videogame onde há sempre uma segunda chance. Infelizmente, a realidade não oferece o mesmo benefício aos brasileiros deportados dos EUA. Na terra das oportunidades, Trump voltou ao comando, e com ele, a política do “arruma suas malas e vaza”. O Brasil, pego no contrapé, o Presidente Lula tenta oferecer abrigo aos que retornam como filhos pródigos.

Lá na Groenlândia, a pesquisa revelou que apenas 6% dos habitantes topariam virar território dos EUA. Os outros 94% já entenderam que virar colônia ianque pode significar trocar geleiras por hamburgueres e trenós por McDonald’s. Até os esquimós perceberam que a liberdade vale mais que um cheque assinado pelo Tio Sam.

E assim seguimos, entre proibições, quedas, reuniões e deportações, tentando decifrar esse livro aberto chamado cotidiano. Se a vida fosse uma escola, a lição do dia seria clara: estudar o passado, interpretar o presente e escrever o futuro com letras firmes, sem medo de errar a redação.

Mas, como sempre, há quem prefira colar.