CRÔNICA
Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 22 de janeiro de 2025
Giro de notícias do dia 25 de janeiro de 2025.
As Manchetes do dia 22 de janeiro de 2025
Por Antônio Glauber Santana Ferreira – Japaratuba-SE
Na estrada da vida, onde as curvas são traiçoeiras e o asfalto se confunde com sonhos interrompidos, Japaratuba hoje chora. O vaqueiro Keninho, cavalgando pela música e levando alegria nas vaquejadas e cavalgadas, teve sua última toada marcada por um silêncio ensurdecedor. Sua partida foi como um aboio perdido no tempo, mas sua generosidade ressoa em corações que ele nunca conhecerá: seus órgãos, doados pela família, agora carregam vida. Um gesto nobre, uma luz em meio ao luto. Meu ex-aluno Keninho no ano de 2012, que um dia sonhou em ser um astro, encontrou no asfalto o capítulo final de sua história. Uma tragédia que nos lembra que o destino não respeita sonhos, mas também nos faz valorizar cada segundo.
Enquanto o lamento ecoa em Sergipe, os policiais desarticulam um grupo que drenava a esperança alheia, somando prejuízos que não cabem apenas em cifras, mas também em vidas desestruturadas. É como uma ferida na alma de quem luta para sobreviver honestamente, enquanto a corrupção dança de mãos dadas com o oportunismo.
Na Zona Sul de Aracaju, uma casa em chamas. Fogo que não apenas consome paredes, mas também histórias. Entre cinzas e labaredas, fica o aviso cruel: somos frágeis, passageiros, pequenos demais diante do calor implacável da tragédia.
E por falar em calor, Pontas dos Mangues se prepara para o Verão Sergipe, com 400 policiais prontos para manter a ordem. Mas que verão é esse que precisamos proteger com tantas fardas? Será que esquecemos a simplicidade do sol na pele e da brisa no rosto? Ou o calor humano se perdeu no caminho para dar lugar ao medo?
No cenário nacional, o governo balança entre promessas e declarações dúbias. Rui Costa diz que não haverá intervenção artificial nos preços dos alimentos. É como tentar cozinhar um prato sem tempero, enquanto a fome cresce ao som da retórica política. E por falar em política, a Argentina, sob o comando do incendiário Milei, ameaça abandonar o Mercosul como quem larga um jantar em família para se banquetear sozinho com promessas americanas. Seria liberdade ou isolamento em trajes de gala?
Por aqui, Lula troca farpas com Zema, e Renan Filho critica a postura do governador mineiro como quem troca acusações em uma sala de jantar tensa. E no Planalto, os fantasmas do passado ainda rondam: Léo Índio, primo dos Bolsonaro, mostra que o sangue não nega os escândalos.
Enquanto isso, o mundo arde e congela. Los Angeles em chamas, famílias deslocadas. O sul dos EUA coberto de neve histórica, lembrando que o clima é como a política: imprevisível e, muitas vezes, cruel. Trump, de seu lado, ergue muros físicos e simbólicos, fechando as portas para imigrantes e sonhadores.
E Guterres, em sua voz cansada, tenta reacender a fé na ação climática. Mas a COP 30 se desenha como uma festa onde muitos não acreditam mais no anfitrião.
Keninho, que agora canta entre as estrelas, talvez nos lembre que, no fim, somos todos passageiros dessa grande cavalgada chamada existência, onde o amor e o riso são os melhores antídotos contra as dores da vida.




