JORNALISMO
A Busca por Justiça: Um Grito Contra a Injustiça
No dia 20 de outubro de 2024, sofri uma tentativa de homicídio que transformou minha vida e abalou minha fé nas instituições que deveriam proteger os cidadãos. O agressor, Denisson de Souza Santos, atual namorado da minha ex-esposa, tentou tirar minha vida de forma covarde e planejada. Após eu deixar minha filha na casa da mãe, fiz a volta e quando estava passando perto da casa da minha ex-esposa , Denisson atravessou na frente do meu carro me ofendeu verbalmente e mandou eu descer para brigar não cedi às provocações, depois ele armou uma emboscada que culminou em um ataque brutal na saída de Pirambu, onde jogou um grande paralelepípedo no meu carro em movimento. Apenas por intervenção divina estou vivo para contar esta história.
No entanto, o que deveria ter sido tratado como um crime grave, digno de investigação rigorosa, foi minimizado pelas autoridades responsáveis. A delegada de Pirambu, Brenda Albuquerque de Souza, não abriu um inquérito policial. Em vez disso, enviou um simples Termo Circunstanciado ao Ministério Público, classificando o ataque como “dano simples”. Essa decisão é não apenas revoltante, mas uma afronta à gravidade do que aconteceu.
Entreguei todas as provas necessárias para que a verdade fosse evidenciada: gravações feitas pela câmera do retrovisor do meu carro mostram, claramente, o momento exato em que Denisson atirou o paralelepípedo contra mim, evidenciando um ato premeditado e criminoso. Mesmo assim, a versão mentirosa do agressor e de uma testemunha falsa parece ter sido suficiente para que as autoridades desconsiderassem a gravidade do caso.
Pergunto-me se a delegada Brenda realmente avaliou as provas, se teve tempo para refletir sobre a seriedade do ocorrido ou se simplesmente agiu de forma desleixada diante de uma tentativa de homicídio que, felizmente, não resultou em uma tragédia maior. Será que, se fosse ela a vítima, classificaria como “dano simples” um ato tão perverso e intencional? A falta de empatia e o descaso demonstrados neste caso são um tapa na cara de qualquer cidadão que confia na justiça.
É inadmissível que a violência seja banalizada e que os responsáveis por proteger a sociedade tratem algo tão grave com tamanha leviandade. Não busco vingança, mas sim justiça – não apenas por mim, mas por todos que acreditam no poder de um sistema que deveria ser justo e eficiente. A guerra não terminou; acredito na força do Ministério Público e, acima de tudo, na justiça de Deus, que nunca falha.
Esse episódio me ensina que, mesmo em meio à dor e à revolta, é preciso lutar incansavelmente contra a injustiça. Que minha voz ecoe como um chamado para que as autoridades reflitam sobre suas ações e que nenhum outro cidadão precise enfrentar a humilhação de ter sua dor reduzida a um simples “dano”. A justiça não é um favor; é um direito.
Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE




