CRÔNICA
Crônica do Professor Antônio Glauber sobre as notícias do dia 8 de janeiro de 2025
As páginas do dia 08 de janeiro de 2025
As manchetes do dia 8 de janeiro de 2025
Por Antônio Glauber Santana Ferreira – Japaratuba-SE
No palco do cotidiano, onde o roteiro é escrito pela ironia do destino, mais um dia se desenrola com personagens e enredos que oscilam entre tragédia, comédia e drama. A BR-235, sempre em busca de um protagonismo indesejado, tornou-se mais uma vez o palco de um acidente, ferindo dez pessoas. Parece que o asfalto, cansado de sustentar sonhos sobre rodas, resolveu cobrar seu tributo, enquanto o Samu tenta reescrever os finais tristes com doses de esperança hospitalar.
Do outro lado, nas salas de aula de Sergipe, o futuro espera em filas de matrícula. Três fases, diz a Secretaria de Educação, como se fossem atos de uma peça. Primeiro ato: a ansiedade. Segundo ato: a esperança. Terceiro ato: a realidade, onde a educação pública veste o figurino apertado dos cortes orçamentários.
Enquanto isso, o Banese abre as cortinas para um concurso público, oferecendo mais de 50 vagas. Um espetáculo que atrai multidões, todas disputando um papel nesse teatro de estabilidade. Mas, cuidado! O cenário das provas, distribuído por cidades como Aracaju e Itabaiana, pode esconder armadilhas: objetivas na forma, mas subjetivas na dificuldade.
No cenário internacional, a Califórnia arde em chamas, e Joe Biden tenta ser o bombeiro de um apocalipse anunciado. Os incêndios não queimam apenas florestas e lares; eles consomem também a indiferença, obrigando o mundo a olhar para a catástrofe climática que insiste em acender o alarme.
Enquanto isso, nas redes sociais, a Meta decide abandonar seu programa de verificação de fatos. É como se os guardiões da verdade largassem as espadas, deixando o campo aberto para as fake news dançarem seu carnaval de desinformação. O STF, com Moraes no papel de Don Quixote, tenta enfrentar os gigantes de vento digitais, enquanto o Brasil descobre que a democracia é um amante exigente.
E por falar em democracia, Lula, sempre eloquente, afirmou que “ainda estamos aqui”. Sim, presidente, estamos aqui. Uns resistindo, outros se omitindo, mas todos convivendo com as marcas de um 8 de janeiro que teima em ser um espelho rachado da nossa história recente.
Longe daqui, no meio do mar, uma mulher deu à luz em um bote de migrantes, enquanto as ondas embalavam um bebê que parecia desconhecer a crueldade do mundo.
Por fim, na Venezuela, o palco político se transforma em uma arena onde Maduro e a oposição travam batalhas que parecem saídas de uma novela latina, cheia de tensão, traições e reviravoltas. Enquanto isso, González promete retornar para assumir seu papel na história, mas o final desse capítulo ainda é um mistério.
Assim seguimos, espectadores e atores dessa tragicomédia global, onde as metáforas são as sombras das verdades que preferimos não encarar. O amanhã, como um novo ato, nos espera. E o palco, meu amigo, nunca fecha suas cortinas.




