CRÔNICA

Crônica do Professor Antônio Glauber sobre as notícias do dia 07 de janeiro de 2025

O giro de notícias nas estradas da vida do dia 07 de janeiro de 2025

Crônica do Professor Antônio Glauber sobre as notícias do dia 07 de janeiro de 2025
Publicado em 07/01/2025 às 20:58

As notícias do dia 07 de janeiro de 2025


Por Antônio Glauber Santana Ferreira – Japaratuba-SE


No teatro tragicômico do mundo, o palco de hoje é uma tapeçaria de contradições. Enquanto a esperança tenta ensaiar um novo ato, o drama insiste em se repetir. E lá vamos nós, espectadores perplexos, navegando nesse rio de absurdos.

Na capital sergipana, uma atriz do crime foi retirada do palco. A suspeita, uma “Cinderela às avessas”, usava shoppings como castelos de ilusões e senhas como sapatinhos de cristal. Seguia os idosos, roubava-lhes a dignidade e fugia com o cartão encantado. O final feliz, porém, veio com as algemas que cortaram o fio de suas tramas. A justiça, ainda que tardia, foi o aplauso mais esperado.

Enquanto isso, na prefeitura de Aracaju, 3 mil figurantes foram retirados do elenco. Um corte teatral que a prefeita Emília chamou de “reorganização”. Mas será que o roteiro da administração será reescrito ou apenas substituído por novos atores? A política é uma peça que, muitas vezes, repete os mesmos diálogos, apenas trocando os rostos no cartaz.

Do outro lado do cenário nacional, o Senado revelou sua conta de restauração dos horrores de dois anos atrás. Dois milhões de reais para curar as cicatrizes do vandalismo antidemocrático. É o preço de reescrever a história, reconstruindo não só móveis, mas também símbolos. E o relógio histórico, arrancado do tempo em um ato insano, retorna ao Planalto. Mas será que ele marcará uma nova era ou continuará ecoando os atrasos de outrora?

Em Brasília, a dança das cadeiras segue frenética. Lula trocou o maestro da comunicação, apostando em um marqueteiro que promete um governo “evoluído no digital”. Palavras bonitas, mas a sinfonia da política muitas vezes desafina na execução.

No palco internacional, Maduro, como um déspota shakespeariano, transforma a oposição em reféns de sua paranoia. Enquanto isso, na Coreia do Norte, Kim Jong-un continua sua ópera de destruição, exibindo um míssil hipersônico como se fosse um troféu de uma festa macabra. A humanidade, ao que parece, ainda está longe de aprender a viver em harmonia.

E no Reino Unido, um drama coletivo ganha força: mais de 700 vozes se erguem contra o assédio no McDonald’s. A rede de fast food, símbolo do capitalismo acelerado, agora tem que engolir sua própria culpa. Que a coragem desses funcionários inspire novos atos de justiça pelo mundo.

Ah, e ainda houve espaço para despedidas. Jean-Marie Le Pen, líder histórico da extrema direita francesa, virou poeira, lembrando-nos de que todos os ideais, sejam eles quais forem, um dia retornam ao pó. Resta saber o que florescerá sobre as ruínas deixadas.

Por fim, no cenário econômico, os preços dos imóveis sobem como se fossem balões soltos ao vento, enquanto o salário mínimo rasteja no chão, incapaz de alcançar o custo de uma cesta básica. E a Embraer, em contraste, alça voo com recorde de entregas. A economia, como sempre, brinca de gangorra, elevando uns e derrubando outros.


Assim seguimos, caros leitores, nesse espetáculo tragicômico chamado 2025. Que a crítica, a reflexão e, quem sabe, a ação consciente sejam nossos aplausos mais vigorosos. Afinal, a vida é o único palco onde todos somos ao mesmo tempo atores e autores. Que saibamos escrever um enredo melhor.