CRÔNICA

Crônica do Professor Antônio Glauber sobre as notícias do dia 05 de janeiro de 2025

Giro de notícias do 1º domingo de 2025 da dança folclórica ao gelo europeu, das manobras políticas às redes de pesca ancestrais, o primeiro domingo do ano lembrou que, no palco da vida, cada ato carrega sua própria metáfora.

Crônica do Professor Antônio Glauber sobre as notícias do dia 05 de janeiro de 2025
Publicado em 06/01/2025 às 15:44

As Manchetes do dia 05 de janeiro de 2025


Por Antônio Glauber Santana Ferreira – Japaratuba-SE


Japaratuba acordou vestida de fé e tradição, como quem estende o tapete bordado para receber o espírito dos antigos mestres do folclore. No coração do celeiro da cultura sergipana, a Festa de Santos Reis e São Benedito deu o tom ao primeiro domingo do ano. Era como se o passado dançasse de mãos dadas com o presente, no ritmo do Cacumbi, do Reisado, da Chegança e do Pastoril. A coroa do Rei e da Rainha brilhava mais que o sol preguiçoso de janeiro, e cada procissão era um poema em movimento, escrito com passos e cânticos.

Enquanto Japaratuba celebrava sua alma, lá em Brasília, Lula afinava os instrumentos para uma sinfonia política. Dizem que quer reformar o ministério, trocar as notas desafinadas e ajustar o compasso com o Congresso. Mas será que o maestro conseguirá harmonia ou o palco político continuará um eterno batuque de dissonâncias? A comunicação, dizem, precisa de um pente fino, mas há quem diga que, antes, é o discurso que precisa se encontrar com a prática.

No campo internacional, o dólar saltou como quem foge de uma corda bamba, derrubando as reservas do Brasil em um tombo de 7,1%. Enquanto isso, a neve nos Estados Unidos e na Europa desenhou um retrato gelado de caos, cancelando voos e congelando sonhos de viagem. E, em Nova York, os motoristas começaram a pagar o preço do progresso — um pedágio salgado para atravessar Manhattan, transformando a ilha em um tabuleiro onde só joga quem pode pagar.

Já no palco da história, a América Central surpreendeu o mundo com uma descoberta digna de reescrever livros: uma rede de canais de pesca de 4 mil anos. Imagine só, um legado que conecta os povos arcaicos aos maias, provando que o engenho humano tem raízes tão profundas quanto os manguezais daquela região.

Enquanto isso, no Oriente Médio, o Hamas balança a corda da diplomacia, prometendo uma lista de reféns em troca de cessar-fogo, mas Israel aguarda, como quem desconfia da promessa de um mar calmo após uma tempestade.

E no final do dia, enquanto Japaratuba recolhia suas coroas e apagava as velas da procissão, o mundo parecia um grande espelho, onde cada canto reflete uma emoção diferente. Da dança folclórica ao gelo europeu, das manobras políticas às redes de pesca ancestrais, o primeiro domingo do ano lembrou que, no palco da vida, cada ato carrega sua própria metáfora.

No fundo, talvez sejamos todos personagens de um grande Pastoril, onde o bem e o mal duelam em cena aberta, e o público, que somos nós, só espera que o final seja feliz. Que 2025 seja uma crônica a ser lida com esperança, apesar de suas ironias e tragédias.