CRÔNICA
Crônica do Professor Antônio Glauber sobre as notícias do dia 20 de dezembro de 2024
O giro de notícias do 20º dia de dezembro já em clima natalino.
As notícias do dia 20 de dezembro de 2024
Por Antônio Glauber Santana Ferreira – Japaratuba-SE
Em pleno dezembro, enquanto o mundo dança entre luzes natalinas e sombras de crises, as manchetes nos convidam a uma reflexão que oscila entre a celebração e a perplexidade. O Natal se aproxima, e com ele, o vaivém das estradas de Sergipe. O DER anuncia a ampliação da frota intermunicipal, como se um coral de buzinas e motores ensaiasse sua participação na sinfonia festiva. Mais de 100 mil passageiros cruzarão o estado, cada um com suas histórias e esperanças, enquanto os vendedores de água de coco celebram o verão como um velho amigo que sempre traz boas notícias.
Mas nem tudo é doce como a água do coco. Do outro lado do Atlântico, a Alemanha vive um Natal interrompido pelo horror: um carro em alta velocidade transforma um mercado natalino em palco de tragédia. Lá, onde o cheiro de vinho quente e castanhas deveria imperar, o silêncio grita mais alto que os sinos de Natal.
Enquanto isso, na Guatemala, uma seita judaica, que deveria pregar o amor e a fé, carrega o peso de denúncias de abusos e casamentos forçados. Entre os resgatados, 160 crianças que talvez ainda não compreendam que o presente mais precioso é a liberdade.
De volta ao Brasil, a PGR opina contra pedido da defesa e defende manutenção da prisão de Braga Netto as celas abrigam um general. Braga Netto, figura emblemática, agora é um símbolo de tempos confusos, preso por tramar contra a democracia. Parece que, enquanto a democracia vestia seu traje de gala para o baile da posse, havia quem tramasse seu luto.
Na economia, o dólar brinca de gangorra e fecha a semana a R$ 6,06, uma cifra que assusta. Enquanto isso, Campos Neto entra em cena como maestro, leiloando bilhões de dólares para tentar acalmar um mercado que parece ter entrado no modo “Black Friday” – mas ao contrário, sem promoções, só perdas.
E nos Estados Unidos, a Câmara ensaia um final feliz. Um projeto para evitar o shutdown avança, trazendo um respiro para um governo que flerta com o caos. Mas o fantasma de Donald Trump, como um Ebenezer Scrooge pós-moderno, assombra os bastidores com exigências dignas de um pesadelo.
No fim, o Natal chega com seus contrastes: o brilho das luzes e o peso das tragédias. Seguimos com nossas preces, nossos planos e uma pitada de esperança. Porque, no fundo, é disso que o Natal trata: a capacidade humana de encontrar luz mesmo na escuridão.




