CRÔNICA

Crônica do Professor Antônio Glauber sobre as notícias do dia 17 de dezembro de 2024

Entre aniversários e diplomações , o dia 17 de dezembro foi um mosaico de contradições, como a própria vida: bela , simples e complexa, previsível e caótica.

Crônica do Professor Antônio Glauber sobre as notícias do dia 17 de dezembro de 2024
Publicado em 18/12/2024 às 12:07

Por Antônio Glauber Santana Ferreira – Japaratuba-SE


O dia amanheceu com duas velas acesas: uma pelo aniversário de minha pequena estrela Lorena, que ilumina minha vida com sua doçura, e outra pelo outro aniversariante o Papa Francisco, o pastor que teima em lembrar ao mundo que a simplicidade ainda é revolucionária. Entre o sagrado e o cotidiano, seguimos para um cenário onde as notícias se embaralham como feiras livres antecipadas, num mercado onde o tempo também é mercadoria.

Em Aracaju, o palco foi montado para diplomar Emília Corrêa e sua trupe, mas o espetáculo da política já promete muitos atos de tragédia e comédia em 2025. Ao lado, Samuel Carvalho também recebe o bastão em Nossa Senhora do Socorro, mostrando que o jogo das cadeiras nunca para. Enquanto isso, as feiras livres são remanejadas como peças de um tabuleiro, dançando ao ritmo das festas de fim de ano. O cheiro das frutas maduras se mistura ao som das moedas, lembrando que, até no caos, há um tipo de ordem.

No Congresso, o martelo bate e o eco reverbera: corte de gastos, congelamento de emendas, dívidas astronômicas. Parece que estamos jogando xadrez com a economia, mas as peças já foram quebradas há muito tempo. A aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2025 é como um embrulho bonito, mas ainda sem presente dentro. E o Senado, com seu plano de pagamento das dívidas dos estados, ensaia uma coreografia que mistura passos de tango com trapalhadas de frevo.

Do outro lado do mundo, a guerra entre Rússia e Ucrânia ganha contornos ainda mais surreais. Soldados norte-coreanos, inexperientes e deslocados, entram em cena como figurantes de um filme que nunca deveria ter começado. Enquanto isso, Vanuatu balança ao ritmo de terremotos, provando que a natureza é a única entidade que não precisa de diplomação para mostrar sua força.

Entre aniversários, diplomações e desastres, o dia 17 de dezembro foi um mosaico de contradições, como a própria vida: bela e trágica, simples e complexa, previsível e caótica. E assim seguimos, movidos pela esperança de que o próximo capítulo do livro seja menos turbulento e mais poético.